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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O cordel no ensino de ciências da educação básica






O cordel no ensino de ciências da educação básica





Literatura em cordel
Tem forma orientadora,
Pode ajudar o docente:
Professor e professora,
Partindo da afirmativa
Como socializadora.

Tem métodos e estatísticas,
Pedagógicas de educar,
Conhecimento com arte
Para aluno captar
Todos os métodos  teóricos
De aprender a ensinar

De trinta anos pra cá
O mundo rápido mudou,
A medicina  evoluiu
Tecnologia avançou
E ainda existe  docentes
Que acham que o tempo parou.






Unânimes os pesquisadores
Quando dizem com postura
Afirmara que não se faz
Educação sem cultura
Em especialmente local
História e literatura.

Que é lida no dia a dia
Já está impregnada de geração a geração
Que vem sendo cultuada,
A contextualização
Deve ser mais abordada.

Com educação e cultura
Torna as aulas criativas
Introduzem as mudanças
Nas formas definitivas,
Em todas as disciplinas
Superam as expectativas.

Mil novecentos e oitenta e oito
Tocante a constituição
No artigo duzentos e dez
Segundo a legislação
Fixa o conteúdo mínimo
Assegura a formação.

No ensino fundamental
Rezam as formas  especiais
Básicas, comuns e respeito,
Os valores nacionais
Como também artísticos
Regionais e locais.

A lei de diretrizes básica
De educação nacional
Ou seja, LDB
Na forma constitucional
Afirma que a escola tem
Uma missão cultural.

Cada sistema de ensino
Em qualquer centro escolar,
Tem o currículo específico
De forma disciplinar
Ativo e contemporâneo
Para o aluno se situar

Tornando elementos chaves
Para articulação
De interesses e gostos
E de socialização
Desde  aspectos históricos
Cultura e educação.
O processo de aprendizagem
Para melhor dinamizar
Usando a literatura
De cordel  que é popular
Os versos com rima e métrica
Servem para facilitar.

O professor e o aluno
Vão ter mais veracidade
O aluno vai aprender
E ter mais habilidade
A rima forma a harmonia
Os versos a ludicidade

Foi lá Península Ibérica
Que essa cultura nasceu
Trazida para o Brasil
Pelo imigrante europeu
Literatura de massa
No nordeste floresceu

Fim do sec. XIX
No interior nordestino
Hugulino  Sabugi
 E o poeta Silvino
Pirauá e Leandro
Deram ao cordel seu destino.
Carlos Drummond  de  Andrade
Num momento especial
Fez uma crônica a Leandro
E publicou no jornal
Deveria ser o príncipe
Poeta fenomenal.

Entre poeta erudito
Cultura da burguesia
E um poeta sertanejo
Difere-se a poesia
 A popular tem grandeza
Parnasiana orgia.

A popular sempre mostra
O bem estar social
Os cultos, crenças e costumes,
O respeito e a moral
Cultura dos pés-no-chão
Um patrimônio cultural.

Dr. Joseph M. Luyter
Fez estudos dessa imagem
Que o  cordel no Brasil
Tem Ferramenta e vantagem
Cognitiva no processo
De ensino e aprendizagem.
Os alunos em sala de aula
Tem essa forma agradável
Estudar as ideias de Einstein
De maneira responsável
 Usando o texto em cordel
Tem um efeito incalculável.

O cordel proporciona
Estudiosos e leitores
Pela musicalidade
Alunos e professores
Os tópicos e as diversidades
A excelência dos autores.

Carlos Drummond elegeu
Com base na exposição
O  cordelista é o maior
Poeta de expressão
Gênios de fácil vocábulo
Dignos da admiração.
Cordel tem rimas e versos
Do  latim RYTHMUS, grafados;
Movimento regular
Com seus significados
A revolução dos vocábulos
Em versos metrificados.

Para o cordel podemos
Chamar de rima exata
Que tem os sons semelhantes
Expressão de magnata
Harmonia nas palavras
Na história que retrata.

Os versos metrificados
Constroem a percepção
Pois a rima facilita
 A sua concepção
Nas paródias musicais
Tem melhor conexão.

As rimas estão presentes
Nos versos em cada lugar
Nas propagandas e anúcios
De maneira singular
Até nos livros infantis
Nas cantigas de ninar.

Todos nós sem exceção
No tempo de criancinha
Quem não lembra de versinhos
Que eram escritos em quadrinha
“Atirei o pau no gato”
Ou “Ciranda cirandinha”.
Nas escolas, por exemplo,
Alunos fazem alusão
As rimas pra decorar
Com melhor reflexão
Veja os versos seguintes
Do professor Pachecão.

Os dados podem fazer
A forma de transcrição
De entrevistas  gravadas
Com alguma anotação
De campo em protocolo
Diário e observação

Com esse aposte
Tomamos
Um posicionamento
Com as turmas A e B
Dentro de um planejamento
Aplicamos os textos em  rimas
Foi grande o aproveitamento

Realizamos a pesquisa
Numa escola particular
De ensino fundamental
Em uma módulo regular
Escola de classe média
Como versar e rimar.

E tomamos como tema
O aparelho excretor
Assunto este pequeno
Porém, de grande valor.
No estilo clássico e usado
Pelo vate cantador

O método qualitativo
Pela quantificação
Tanto na modalidade
Coleta de informação
Como coeficiente
Análise de regressão.

Após cada estrofe lida
Sobre o assunto mostrado
Uma certa aluna pediu
Que o trabalho aplicado
Que o estudante usasse
O texto versificado.

A professora aplicou
O texto com dez questões
Em versos pra turma A
Fazendo avaliações
A turma B outra forma
Sem vazar informações

Avaliando  as notas
Depois do texto aplicado
Concluiu a professora
Que o tema trabalhado
Com a turma do cordel
Teve melhor resultado

Em entrevista aos alunos
Que pudesse nos dizer
O que acham do cordel?
Vieram nos responder
É bastante interessante
É melhor de se  aprender

Vamos parar por aqui
Nossa apresentação
A cultura do cordel
É fácil assimilação
Quem já leu história e versos
Tem essa concepção

Autor: Pedro costa.

 







   








segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Big brother Brasil um programa imbecil



Big brother Brasil um programa imbecil 

 Arte de Herbert Veras.




Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de  que você
O mau gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão “fuleiro”
Produzido pela  Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Refiro-me ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, “zé-ninguém”
Um escravo da ilusão.

 Em frente à  televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Num mar de banalidade
Acreditando essa gente
Desprovida e inocente
Nesta inutilidade.

Cuidado, Pedro  Bial
Chega de  esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que tem cara de bundão.

 O seu pai e sua mãe,
Querido  Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

 Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas  inteligentes
Se  enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir nosso brio.

Um país  como o Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a nação.

 Respeite, Pedro  Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério-não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um  mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
 se tornou imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse big brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É nos  “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(AMANTES DA EDUCAÇÃO)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse big brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
Baixaria e carnaval.
Queremos educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadani
 Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
 E vamos ficar calados
Diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando  ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja  à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal. 


Antônio Carlos de Oliveira Barreto
(Professor poeta e cordelista)